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Nossa história

História "oficial"

A Belas Letras nasceu em 2008, na Serra Gaúcha, com o objetivo de publicar livros para a vida moderna, nas áreas de Música, Estilo de Vida, Criatividade & Impacto Social, Cultura Pop e Comida. É a casa de algumas marcas como Friends, Harry Potter e Peanuts, além de grandes nomes das artes e do entretenimento. A Belas Letras ganhou o Prêmio Nacional de Inovação Sebrae/CNI; a premiação Melhores Empresas para se Trabalhar, pelo GPTW; e foi indicada ao Future Book Awards 2019. Para cada livro vendido em sua loja on-line, a empresa doa outro. 💜

História não autorizada (leia antes que alguém apague)

Um dia, um jovem apaixonado por livros desde criança ouviu uma frase muito inspiradora:
“Você está demitido!”.

Ele deu um jeito de arrumar empregos temporários revisando livros e fazendo tudo o mais que aparecesse. Tinha se formado em jornalismo, mas queria mesmo ter feito publicidade (só que isso é outra história). Alguns dos trabalhos entregava em livrarias – sim, um dia as pessoas imprimiam e entregavam fisicamente páginas corrigidas –, e, a partir dessas visitas, se deu conta de que muitas pessoas procuravam livros com temas que não existiam ou simplesmente as editoras nem sempre se interessavam em publicar com a qualidade que as pessoas queriam. Ele tinha muitas ideias, só faltava um detalhe pra fazer alguma coisa: dinheiro. 💁‍♂️

Ele então procurou um cara que podia ter esse detalhe, para apresentar o “pitch”. O futuro investidor ouviu atento e deu o empurrão que faltava:
“Acho uma boa ideia, desde que não seja feita com o meu dinheiro”.

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Depois dessa negativa, não desistiu, até porque não tinha muita coisa a perder mesmo. Arrumou um sócio (para dividir apenas trabalho, porque nenhum dos dois tinha dinheiro para investir) e criou um primeiro projeto editorial usando seus próprios recursos, que eram o cérebro 
para planejar e as mãos para fazer telefonemas e contatos. Enquanto um dos sócios usava o cérebro, o outro usava o telefone, porque só tinha 
um aparelho.
O projeto era uma coleção de livros infantis sobre futebol, em que cada autor tinha a missão de convencer o pequeno leitor a torcer para aquele time. Eles conseguiram convencer nomes pop como Gabriel, o Pensador; Nando Reis; Evandro Mesquita; Serginho Groisman; entre outros, a fazer parte daquela ideia, e até hoje não sabem exatamente como conseguiram essa façanha.

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Eles tinham uma estratégia bem ingênua, para não usar outra palavra: os livros seriam um sucesso, a venda destes pagaria todas as dívidas que contraíram e ainda os tornaria ricos. Pelo menos na primeira parte tinham razão. A coleção foi um best-seller, trazendo leitura acessível, lúdica e de qualidade. Assim nasceu a Belas Letras, porque a única coisa que fizeram certo foi a que era a mais importante, mesmo que não soubessem disto: desenvolveram um produto com paixão, entusiasmo e desejo genuíno de servir ao leitor acima de tudo.



Em seguida, investiram em outra linha, que seria a porta de entrada para a marca ser conhecida pela boa música em forma de livro. A Belas Letras lançou as seguintes obras: a história do líder do Engenheiros do Hawaii e as biografias de Nasi, do Ira!, e do Ultraje a Rigor, três bandas que fizeram parte da história da música brasileira. E aí um leitor que nunca tinha ouvido falar da editora ainda (como muitos outros) chegou a comentar quando viu o livro da sua banda – até hoje não se sabe se é um elogio ou uma crítica:
“Sabia que eles [a banda] não iam mesmo lançar por uma editora normal”. 😅

Somos estranhos, sim. E, para nós, manter um certo nível de estranheza, é um elogio. 😊

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Depois, para a mesma linha, trouxemos para o Brasil os livros do maior baterista do mundo, Neil Peart, em 2013, graças a uma leitura de praia despretensiosa e uma tradutora incansável, mas isso também é outra história.

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Em 2015, a Belas Letras lançou o Compre 1 Doe 1, um projeto em que, para cada livro vendido, outro é doado. A ideia nasceu depois de três pessoas da editora conhecerem e se apaixonarem pelas histórias da empresa de calçados americana Tom’s e da empresa de óculos Warby Parker. No mesmo ano, publicamos o livro de um comunicador e comediante chamado Marcos Piangers, chamado O Papai é Pop. Quando lançamos, fizemos uma caixinha de apostas para cada um imaginar o quanto ele venderia. Todo mundo murchou quando o próprio autor cravou sua aposta: 300 exemplares. Ainda bem que ele era muito ruim de aposta. 🤭

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O Papai é Pop vendeu quase meio milhão de cópias, foi publicado em vários países e virou filme. 😄



 Em 2019, a gente se inscreveu no Prêmio Nacional de Inovação Sebrae/CNI, concorrendo com mais de 1.700 empresas de todos os segmentos no país. Eram três etapas até a grande final, e, na penúltima delas, dois “auditores” ficaram quase um dia inteiro na sede da empresa, fazendo um milhão de perguntas, duvidando de tudo o que a gente dizia e virando a instituição de cabeça para baixo.



 Quando eles chegaram, de terno e gravata, acharam muito “estranho” as pessoas trabalharem de pantufas e cobertas. Podia parecer um ambiente de startup, 
mas, na verdade, era simplesmente porque não tínhamos dinheiro para 
o ar-condicionado (ou o aquecedor!).

Aqui, cabe um parêntesis: estávamos no extremo da região Sul do país, num dos locais mais frios do Brasil. No inverno, era tão frio, que, dentro do escritório, saía vapor da boca quando as pessoas falavam. O frio era, sem exagero, glacial. Inclusive, algumas pessoas citaram esse detalhe quando pediram demissão. Quem não sentia frio só podia ser um White Walker, da Guerra dos Tronos, disfarçado de gente. E alguns resistiram. Fecha parêntesis.


Depois, o pessoal do Sebrae achou mais estranho ainda que todos se sentavam no chão na sala de reuniões, que não tinha mesa nem cadeiras. 🤔 Bom, quando eles saíram, a gente ficou com a certeza de que nossa história com o prêmio acabava ali. Mas…

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Inacreditavelmente, fomos anunciados como um dos três finalistas. Menos de um mês depois, o CEO da editora recebeu uma carta-convite para o anúncio do grande vencedor, em São Paulo. Tinha um problema: traje social completo. Depois de pesquisarem o que era traje social completo no Google, ele e a agente de inovação local do Sebrae decidiram ir com uma camiseta escrita “Irradiar coisas boas is the new traje social” e ele com um tênis branco, criado pelos parceiros da Dobra, com uma escrita à mão nele: “Meu sapato social”.

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E a gente ganhou. 🥳 A Belas Letras foi a vencedora do Prêmio Nacional de Inovação Sebrae/CNI, pelo conjunto de ações da empresa que geraram rápido crescimento, na contramão do mercado editorial tradicional, que estava em declínio.

No mesmo ano, a Belas Letras recebeu a indicação do Future Book Awards como uma das seis melhores campanhas do mercado editorial no mundo, pelo Compre 1 Doe 1. 😍

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Na pandemia de covid-19, todo mundo saiu correndo para casa e a gente decidiu não voltar mais, pelo menos fisicamente. Estamos em Caxias do Sul, Antônio Prado, Blumenau e Brasília; estamos em Osasco, em São Paulo, na Nova Zelândia e na Holanda. ✈️ Somos uma equipe que opera remotamente, mas com o coração e a vida conectados a essa marca que faz tudo com amor desde a primeira página. E o mais importante: sem passar frio.


Venha com a gente fazer parte desta história, que ainda vai dar não um, mas muitos livros!

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