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23/07/2025

Punk e Grunge: 10 discos de punk favoritos do Nirvana

O punk rock foi um dos gêneros que mais influenciaram a sonoridade do grunge. O estilo, que se popularizou em Seattle e ganhou o mundo no início dos anos 1990, trazia em seu DNA a atitude e a postura do punk, além de influências de desdobramentos como o hardcore e o pós-punk. Tudo isso se somava ao peso e à agressividade típicos do gênero que abalou as estruturas da música na segunda metade da década de 1970.

Não era estranho nomes consagrados da cena grunge declararem seu amor pelo punk rock, mostrando que a rebeldia do gênero foi importante em sua formação musical. Um dos principais representantes do grunge e do rock alternativo, o Nirvana, tinha uma relação muito forte com o punk rock. O baterista Dave Grohl, foi ativo na cena punk em sua adolescência, entrando para o Scream, banda clássica do gênero, aos 14 anos de idade. Kurt Cobain, vocalista e guitarrista do Nirvana também era um fã da ideologia punk e foi influenciado pelo gênero.

Para comemorar a segunda edição do Bookstock — realizado pela editora Belas Letras durante o mês do rock e, neste ano, com uma homenagem especial ao punk rock — reunimos 10 discos de punk e suas vertentes que foram favoritos do Nirvana, revelando a forte conexão entre o punk e o grunge.

Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols – Sex Pistols (1977)

Sex Pistols
O único disco lançado pelo Sex Pistols em 1977 foi o suficiente para abalar as estruturas do cenário musical e colocar a banda no patamar de ícone do punk rock. Extremamente influente, o disco traz o punk em sua essência, com uma sonoridade crua, rápida, cheia de atitude e com letras contestadoras. Faixas como “God Save the Queen” e “Anarchy in the U.K.” se tornaram clássicos absoutos do gênero.
 

Combat Rock – The Clash (1982)

Clash - Combat
The Clash começou no punk rock, mas logo expandiu sua sonoridade e incorporou elementos de reggae, funk e outros gêneros musicais em seu som. Em Combat Rock, seu quinto álbum de estúdio, o grupo trouxe uma sonoridade mais radiofônica, mas sem perder seu teor político. Sendo o trabalho mais vendido do Clash, o disco também traz seus dois maiores sucessos, as faixas “Should I Stay Or Should I Go?” e “Rock the Casbah”.
 

Damaged – Black Flag (1981)

Black Flag - Damaged
Damaged é o primeiro disco do Black Flag, um dos principais nomes do hardcore punk. Lançado pela SST Records e Henry Rollins nos vocais, Damaged sintetiza toda a agressividade e postura contestadora do gênero, se tornando um dos discos mais importantes e influentes da cena musical dos anos 80. “Rise Above”“Six Pack” e “TV Party” são as principais faixas do álbum. Grandes nomes da música como Sepultura, Pennywise e A Perfect Circle já homenagearam o álbum com versões covers de suas músicas.
 

Raw Power – Iggy and the Stooges (1973)

Stooges
Iggy and the Stooges lançaram alguns discos que foram considerados proto-punk, sendo precursores do gênero que iria revolucionar o mundo da música no final da década de 70. Raw Power é punk na sua essência, trazendo uma sonoridade crua que iria influenciar bandas como Sex Pistols e Nirvana. O álbum ainda contou com a produção de David Bowie, que se tornou um grande parceiro de Iggy Pop.
 

Rock for Light – Bad Brains (1983)

Bad Brains
A mistura de reggae com hardcore punk foi um dos diferenciais para o Bad Brains se destacar na cena musical. Seu segundo álbum, Rock for Light, traz algumas regrações do seu disco de estreia e mantém a sonoridade rápida, caótica e explosiva de seu antecessor. A banda teria seu primeiro rompimento após o lançamento de Rock for Light, retornando alguns anos depois com uma sonoridade abrangendo novos estilos musicais, mas sempre mantendo os pés firmes no hardcore punk, se consolidando como um dos principais expoentes do gênero.

 

The Record – Fear (1982)

Fear
Considerado por Kurt Cobain como um dos 50 melhores álbuns de todos os tempos, o disco de estreia do Fear abraça o punk e mistura na dose certa agressividade e diversão. Com críticas positivas em seu lançamento, se tornou um clássico e considerado o melhor trabalho na discografia da banda. Vale ressaltar que Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, fez parte de uma das formações do Fear.
 

Millions of Dead Corps – MDC (1982)

MDC
Outro queridinho de Kurt Cobain, o álbum de estreia do M.D.C. é um disco importante dentro do cenário hardcore punk. Lançado de forma independente pelo próprio selo da banda, R Radical, com suporte da Alternative Tentacles, gravadora de Jello Biafra (Dead Kennedys), o álbum mostra toda a potência visceral da sonoridade do M.D.C. e as letras carregadas de críticas sociais, marcadas pela abordagem provocadora do grupo.
 

Void/Faith EP - Void/Faith (1982)

Void
Lançado pela Dischord Records em 1982, o Split (álbum divido por duas bandas) traz duas bandas importantes do cenário punk hardcore. Tanto o Void quanto o Faith entregam uma abordagem caótica e raivosa em suas músicas, construindo uma base devota de fãs underground que consideram o disco um dos mais influentes da cena punk. O Void ainda foi um dos pioneiros em misturar hardcore e metal, combinação que daria origem a um novo gênero musical conhecido como crossover.
 

My War – Black Flag (1984)

Black Flag - My War
Lançado em 1984, My War apresenta uma nova sonoridade do Black Flag. Sem deixar de lado seu hardcore agressivo, a banda experimentou novos elementos musicais no álbum, mostrando um som mais desacelerado e pesado, com um andamento mais lento, mostrando fortes influências de Black Sabbath em algumas músicas. As letras do disco também ficaram mais sombrias, impactando e causando estranhamento nos fãs da banda. O disco acabou se tornando um dos trabalhos mais importantes e influentes da carreira do Black Flag.
 

Gang of Four – Entertainment! (1979)

Gang of Four
O disco de estreia do Gang of Four se tornou uma obra seminal no pós-punk. Com fortes influências do punk rock, Entertainment também incorpora elementos de funk, reggae e dub. O disco segue sendo uma referência e atravessando gerações, impactando até mesmo bandas de metal como o Helmet. Com letras abordando preocupações políticas e uma sonoridade ampla e original, o álbum é uma pérola do pós-punk e do final dos anos 70 e começo dos 80.