Meu carrinho de compras
Carrinho Vazio
05/04/2023

O que há do outro lado do medo de errar?

Oi, gente!

Tudo bem?

Aqui é a Paloma, responsável pelo Sucesso & Experiência do Cliente da Belas Letras!

Toda vez que alguém da equipe faz aniversário ganha um dia de folga, mas, para isso, precisa fazer algo pela primeira vez!

Eu estava muito em dúvida sobre o que fazer no meu Dia 1 e vou contar como decidi o que faria.

Ano passado eu doei sangue! Sempre tive fobia de agulhas, então para o meu Dia 1 eu escolhi superar um medo. Para esse ano eu havia decidido que queria fazer algo que eu detesto. A lista era grande, então eu tentei pensar o que eu mais detesto.

(Senta que lá vem história!)

Os meus pais contam que quando eu era pequena e recém tinha aprendido a falar, eu demorava muito tempo para elaborar uma frase porque se eu não sabia a pronúncia exata da palavra, eu trocava por um sinônimo! Isso já demonstrava uma das coisas que eu detesto e escolhi para ser meu Dia 1 desse ano: eu detesto errar!

Isso pode parecer meio óbvio, creio que ninguém erre de propósito e nem fique feliz quando isso acontece! No meu caso, eu chego a nem tentar coisas novas que eu desconfie (veja bem: eu só desconfio) que eu possa falhar ou não ir bem. Com isso, muitas oportunidades de vida acabam se perdendo pelo medo de errar, de não ser boa como eu gostaria.

Tudo isso dito, eu escolhi fazer uma atividade que eu tinha certeza que seria péssima: patinar no gelo! Patinar exige ousadia e falta de vergonha (porque você vai cair!), sem falar de coordenação motora (a minha é péssima). Sabendo que eu iria “errar” decidi que esse seria meu desafio.

(perceba o nível de tensão)

Mesmo depois de ter comprado o ingresso, eu enrolei tudo que eu pude para não ir! Eu não queria fazer algo que eu sabia que não era boa, então cada dia tinha uma desculpa 😅

Na chegada da pista, eu me agarrei nas bordas e fiquei lá por um bom tempo. Tentava mexer um pouco o pé, via que era escorregadio e voltava. Bater a foto acima foi um sufoco, porque eu tive que me soltar e ficar ali vulnerável. O tempo foi passando e eu fui observando que as pessoas estavam se divertindo. Mesmo quando elas caíam, elas riam, levantavam e tentavam mais uma vez. Teve gente que passou mais tempo no chão do que em pé, mas estava tudo bem! Fiquei observando os profissionais e descobri como eu deveria fazer, quais os princípios e etc.

Resolvi me soltar das bordas e ir devagarinho de um lado para o outro. Depois de fazer esse exercício várias vezes, entrei no fluxo de patinação para patinar com todo mundo. Se você parar nesse fluxo, pode causar um acidente, então precisa estar em sincronia com o grande grupo. Comecei com o básico: respiração, impulso das pernas, alinhamento dos pés e movimento dos braços. Não conseguia nem olhar para o lado de tão tensa, mas depois se torna automático e vai ficando divertido! Aprendi como frear de um jeito seguro e a fazer as curvas dentro do fluxo (dá uma olhada na foto abaixo para entender):

(aqui eu já acho que sou profissional)

Depois de passar toda a tensão, eu nem me lembrava mais do que eu tinha tanto medo! O vento no rosto, as risadas ao fundo, a sensação de fazer algo tão legal e novo substituíram aquele medo de não estar fazendo perfeitamente. Foi muito divertido! Provavelmente eu não serei uma patinadora profissional e mesmo assim eu posso gostar de patinar e fazer isso de uma forma desajeitada mais vezes! O objetivo era me divertir e aprender algo novo e isso foi possível 😁

Esse exercício de patinação, para mim, foi uma metáfora sobre a vida: não nasci sabendo fazer tudo que eu faço, tive sucesso depois de praticar, de errar, de tentar novos jeitos. Não tem como adivinhar tudo que sou capaz de fazer antes de tentar, então, se eu não tentar, um mundo de possibilidades que poderiam ter dado certo se fechará. Eu jamais teria ido patinar porque pensava que não conseguiria. Mas eu fui e descobri que eu consegui e inclusive gostei!

(olha a felicidade de quem descobriu que não é tão descoordenada assim)

Encerro esse texto feliz e desafiada a tentar coisas que talvez eu falhe miseravelmente OU eu me saia melhor que imagino. Como diria Lillian Colón (50 over 50 da Forbes): “Você ficará agradavelmente surpreso (a) com o que encontrará do outro lado do medo”.

Até a próxima!