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04/09/2023

O Legado do Kiss no rock

O Legado do Kiss no rock: O impacto e a influência dos mascarados do rock na vida de outros músicos


Desde o seu surgimento no começo dos anos 70, o Kiss se destacou não apenas pelo seu som festivo e com a essência do rock n’ roll, mas também pelo seu visual e teatralidade nos palcos. A banda, que se tornou uma das mais queridas e populares do rock, ganhou a atenção dos jovens com suas máscaras e maquiagens que fazem a banda parecer ter saído de uma história em quadrinhos (e eles realmente se tornariam personagens de HQ’s). Os shows cheios de pirotecnia e performances teatrais se tornaram verdadeiras experiências para o público, se tornando algo realmente imperdível para os fãs de música.

A influência e o impacto do Kiss vão além dos palcos, reverberando na carreira de vários artistas e músicos que se tornaram fãs da banda e foram influenciados pelo seu trabalho. A importância do Kiss é gigante e seu legado segue presente no trabalho de inúmeros artistas, tanto da velha quanto da nova geração.

O livro “Kiss – Por Trás da Máscara”, que está de volta ao Brasil depois de anos fora de catálogo, conta a história oficial e sem censura dos mascarados mais queridos do rock através de depoimentos dos próprios integrantes, organizados e complementados por David Leaf e Ken Sharp, dois especialistas em Kiss.

A obra também ressalta a importância e o impacto do Kiss na vida de grandes personalidades do mundo da música em diversas declarações. Separamos alguns depoimentos de vários artistas e músicos que foram impactados e influenciados pelo legado do Kiss ao longo dos anos.

PETER TOWNSHEND, THE WHO  “O KISS é uma coisa saída da revista Creem, mesclada com Las Vegas e Nova Orleans. O KISS é um fenômeno carnavalesco norte-americano. Eles não poderiam ter surgido na Inglaterra. Talvez pudessem ter acontecido em Berlim, mas, nesse caso, a música deles não teria sido a mesma coisa. Teriam a mesma aparência, mas o som seria diferente. O KISS é um fenômeno muito norte-americano. Por causa disso, eu realmente nunca me sentei e ouvi a música deles com cuidado, mas talvez devesse.”

ALICE COOPER – “Nunca tive problemas com o KISS por um motivo: eles nunca afetaram o que o Alice fazia. Eu sempre disse que o KISS eram heróis de história em quadrinhos, enquanto Alice fazia mais o tipo Fantasma da Ópera. O KISS era mais uma banda que tinha alguns bons efeitos especiais. Achei que cuspir fogo foi uma ótima ideia e alguns dos trajes eram demais. E gostava da música, achava que a música era bem boa. Mas eles não se envolveram na verdadeira doença psicológica que fez de Alice um personagem perigoso. O KISS nunca foi tão perigoso quanto o Alice. Eles eram ótimos vendedores de imagem. Sabiam exatamente como se vender. Eles eram espertos.”

JOHN PAUL JONES, LED ZEPPELIN – “Acho que o KISS fez da maquiagem um grande show. É um evento, é um show, as pessoas buscam diversão com eles.”

JOEY RAMONE, RAMONES – “O KISS e os Ramones cresceram no bairro de Queens. Eu estava presente no primeiro show deles. Eu também estava no show em que eles assinaram com a Casablanca Records no Coventry. Naquela época, acho que era a banda mais barulhenta que já tinha ouvido. Gostei muito deles. Eram divertidos e tinham músicas fantásticas. Eu os vi desde o começo, quando eles só tinham gelo seco. O Gene usava uma camiseta com um crânio e ossos cruzados. Isso foi muito antes daquela coisa de imagem e espetáculo aparecerem. O KISS também era fã dos Ramones. Eu me lembro do KISS ficar no clube CBGB e depois aparecer para nos ver. De fato, eles usaram uma das nossas músicas no filme deles, “Detroit Rock City”. Mais tarde eu os vi na turnê do Destroyer. Era um som da pesada e havia músicas fantásticas. Adorei a música “Detroit Rock City”. A produção do álbum é maravilhosa também. Sempre fui um grande fã dos primeiros trabalhos do Alice Cooper, portanto era fã do produtor Bob Ezrin também.”

LENNY KRAVITZ – “Cresci ouvindo todo tipo de música, soul, rhythm-and-blues, blues. Mas o KISS foi o primeiro grupo que me fez pensar que queria subir ao palco fazendo aquilo. Eles eram sobre-humanos, tão desvalorizados, e receberam críticas por causa daquela coisa dramática. Ace Frehley é um grande guitarrista.”

KEVIN BACON – “Meu filho se tornou um grande fã cerca de dois anos atrás. Fomos a Jones Beach para vê-los. Uma das coisas que prefiro no KISS é a atitude. Eles não se levam tão a sério. Você ouve Gene e Paul conversarem e a maneira que eles discutem é ótima. “Nosso ponto de partida foi de nos divertirmos o máximo possível e ainda nos divertimos muito.” É o máximo! Adoro isso!”

OZZY OSBOURNE – “Não faz tanto tempo assim, não se podia andar por aí sem se deparar com o KISS. Todos eram loucos pelo KISS em 1976. Eles eram o máximo. Eram uma das bandas mais originais! E faziam um megashow pirotécnico. Eles tinham de tudo, a maquiagem do KISS, os bonecos do KISS, os jogos do KISS, tudo do KISS.”

BRIAN MAY, QUEEN – “Eu gosto muito do KISS. O Queen e o KISS eram muito comparados na época. Éramos um tipo de contrapartes. Eles eram a versão norte-americana e éramos a versão inglesa. Acho que tínhamos conceitos ligeiramente diferentes. Para começar, o KISS apareceu mais com uma visão de apresentação e se movimentavam mais em direção à música. Acho que nós provavelmente começamos na música e fomos trabalhando mais em direção à apresentação. Tenho grande respeito pelo KISS porque eram os maiores possíveis. Eles tinham aquela visão, os sonhos, e, porra, eles foram buscá-los.”

ANGUS YOUNG, AC/DC – “Bem no início da nossa carreira, nós tínhamos muitos problemas nas turnês porque a nossa banda era realmente boa. As atrações principais sempre diziam algo do tipo: “Não os queremos para a abertura de jeito nenhum!”. O KISS nos chamou e não teve nenhum receio. O Gene Simmons apareceu e nos viu tocando no Whisky, em Los Angeles. Eu me lembro de que ele nos pegou em alguns dos nossos melhores dias, o que foi ótimo para nós.”

JULIAN LENNON – “Um dos primeiros álbuns que comprei nos Estados Unidos foi o Alive!, do KISS. Eu o ouvia direto, sem parar. Quando você via toda aquela apresentação com as chamas, o sangue e aquela coisa imensa, era impressionante!”

RAY MANZAREK, THE DOORS – “Eles são a conexão entre o rock e a luta livre. Se você gostar de lutas, você vai amar o KISS.”

Para entender a importância e a originalidade do Kiss, não deixe de ler a biografia oficial “Kiss – Por Trás da Máscara”, que conta a história da banda sem censuras e panos quentes. Você certamente será impactado pelo Kiss após a leitura.