Labirinto: A História Visual Definitiva
Chegou ao nosso catálogo o livro Labirinto: A História Visual Definitiva, que celebra os 40 anos do filme em uma edição oficial de colecionador. A obra é um mergulho nos bastidores da produção de um clássico da mente criativa de Jim Henson.
Uma viagem pelos conceitos visuais
Repleto de fotografias raras, artes conceituais, documentos de produção e entrevistas inéditas, o livro funciona como uma verdadeira cápsula do tempo para os fãs do filme. Além do conteúdo editorial, a edição reúne diversos itens de colecionador, incluindo reproduções de páginas dos cadernos de Jim Henson, um encarte com os esboços originais do Goblin de Brian Froud, réplica de pôster original de lançamento e outros materiais produzidos durante o desenvolvimento do longa.
A obra reconstrói toda a trajetória de Labirinto, desde sua concepção até sua transformação em um fenômeno cult que atravessou gerações.
A ideia que nasceu dentro de uma limusine
A origem de Labirinto remonta ao final de 1982. Jim Henson, Brian Froud e Wendy Froud voltavam de uma exibição especial de O Cristal Encantado quando surgiu uma pergunta que mudaria a trajetória dos três: eles deveriam trabalhar juntos novamente?
A resposta era sim.
Durante a conversa, Brian Froud imaginou a cena de um bebê cercado por duendes, inspirada nos contos de fadas tradicionais. A imagem despertou o interesse de Henson e acabou se tornando a semente da história que daria origem ao filme.
O processo, no entanto, foi tudo menos simples. O roteiro passou por cerca de 25 versões ao longo de mais de dois anos de desenvolvimento, com colaboradores ajudando a moldar a narrativa antes do início das filmagens.
Como David Bowie se tornou o Rei dos Duendes
Um dos capítulos mais fascinantes da publicação mostra como David Bowie entrou para o projeto.
Desde as primeiras versões do roteiro, Jim Henson queria que o filme tivesse uma abordagem musical contemporânea e discutiu a possibilidade de escalar uma estrela do rock para interpretar o vilão. Entre os nomes cogitados estavam Mick Jagger e David Bowie.
Bowie acompanhou o desenvolvimento da produção durante anos, recebendo atualizações sobre o roteiro. Sua participação só foi confirmada quando ele leu uma versão quase final da história e decidiu assumir o papel de Jareth, o carismático Rei dos Duendes.
O resultado foi a criação de um dos personagens mais icônicos da cultura pop dos anos 1980, eternizado tanto pela atuação quanto pelas músicas compostas especialmente para o filme.
Jennifer Connelly e a busca pela Sarah perfeita
A escolha da protagonista também exigiu uma longa procura.
Diversas jovens atrizes participaram dos testes para interpretar Sarah Williams, a adolescente que precisa atravessar o Labirinto para salvar seu irmão bebê. Porém, quando Jennifer Connelly entrou na sala de audições, Jim Henson teve certeza de que havia encontrado sua protagonista.
O diretor ficou impressionado com a maturidade da atriz e com sua capacidade de compreender a personagem. Poucos dias depois, Connelly já estava oficialmente escalada para o papel.
O desafio de dar vida às criaturas
Se existe um elemento que torna Labirinto inesquecível, são suas criaturas.
O livro dedica centenas de páginas aos bastidores da criação dos personagens que habitam o universo fantástico do filme, revelando o enorme trabalho de engenharia, escultura, figurino e manipulação envolvido em cada um deles.
Entre os destaques está Hoggle, o companheiro rabugento de Sarah. Considerado um dos personagens mais complexos já criados pela Jim Henson Company, ele exigia o trabalho simultâneo de vários artistas para controlar expressões faciais, movimentos corporais e detalhes mecânicos.
Outro personagem que recebe atenção especial é Ludo. Com mais de 2,40 metros de altura e pesando mais de 35 quilos, a criatura precisou ser completamente redesenhada durante a produção para reduzir seu peso e permitir que fosse operada por marionetistas durante horas de gravação.
O livro também revela curiosidades sobre os Fireys, personagens responsáveis por uma das cenas mais memoráveis do filme. Os bastidores mostram que alguns efeitos exigiram dezenas de tentativas até que Jim Henson ficasse satisfeito.
Um tesouro para fãs de fantasia e cinema
Além das imagens inéditas dos bastidores, Labirinto: A História Visual Definitiva traz entrevistas exclusivas com Jennifer Connelly, Brian Henson, Brian Froud e George Lucas, oferecendo novas perspectivas sobre a criação do filme e seu legado.
Quatro décadas depois de sua estreia, Labirinto continua encantando novos espectadores com sua mistura de aventura, fantasia, música e imaginação. Este livro celebra justamente essa capacidade rara de atravessar gerações, revelando os segredos de produção de uma obra que permanece tão fascinante quanto em 1986.
Para os fãs do filme, da fantasia e do trabalho visionário de Jim Henson, trata-se da exploração mais completa já publicada sobre um dos universos mais queridos da cultura pop.


