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20/02/2026

Irmãos: A História de Eddie e Alex Van Halen

Chegou ao nosso catálogo um dos livros mais esperados pelos fãs de rock: Irmãos, de Alex Van Halen. A autobiografia vai muito além de uma simples coletânea de memórias — é um retrato íntimo e emocionante sobre família, música, amor e o elo indestrutível entre Alex e Edward Van Halen, o lendário guitarrista que revolucionou o rock.

Mais do que revelar bastidores, o livro é um mergulho na trajetória de vida dos irmãos, narrada com o humor, a franqueza e a intensidade que sempre marcaram o baterista do Van Halen. Logo nas primeiras páginas, Alex compartilha lembranças da infância e fala sobre a influência decisiva do pai, um músico que os ensinou a encarar cada apresentação como se fosse a última. Esse conselho, simples e poderoso, moldou a ética de trabalho e a energia que fizeram do Van Halen uma das bandas mais explosivas da história.

As origens da revolução sonora

Um dos episódios mais marcantes do início da história da dupla é o primeiro show que os irmãos assistiram juntos: Eric Clapton com o Derek and the Dominos, em 1970. Eddie, fascinado por Clapton, levou até binóculos para observar cada movimento do guitarrista. Mas saiu do show decepcionado por não sentir a força que esperava. Alex conta que esse momento foi um divisor de águas — foi ali que Eddie decidiu buscar um som mais intenso, visceral e autêntico, algo que o público pudesse sentir na pele. Foi dessa inquietação que nasceu a essência do som Van Halen.

De Mammoth a Van Halen

Alex também revisita o início da banda, quando ainda se chamava Mammoth. Após uma disputa legal com outra banda de mesmo nome, surgiu a necessidade de mudar. E foi David Lee Roth, o carismático vocalista, quem sugeriu o nome que se tornaria lendário: Van Halen. Segundo Alex, a escolha soava poderosa — três sílabas fortes, que pareciam carregar o destino de algo grandioso.

Gene Simmons e a aposta que quase mudou tudo

Em um dos capítulos mais curiosos, Gene Simmons, do Kiss, viu o Van Halen tocar e ficou impressionado com o talento de Eddie. Fascinado pelo estilo de tocar e pelo inovador tapping do guitarrista, Gene ofereceu levar a banda a Nova York, bancar as despesas e produzir sua primeira demo. Mas, antes disso, sugeriu algo ousado: mudar o nome do grupo para Virus ou Daddy Long Legs. Ele chegou a desenhar um logotipo com uma aranha usando cartola — ideia que foi rejeitada com bom humor.

Conflitos, genialidade e o solo de “Beat It”

Alex não foge dos temas mais delicados. Fala sobre sua relação com o álcool e as brigas com o irmão — especialmente quando Eddie decidiu gravar, sem avisar ninguém, o lendário solo de “Beat It”, de Michael Jackson. O baterista tentou convencer o irmão a recusar o convite de Quincy Jones, sem sucesso. O resultado foi um dos solos de guitarra mais icônicos de todos os tempos — e uma das maiores discussões entre os dois.

“Eu disse que ele não devia fazer aquilo”, conta Alex. “Mas ele fez. E o solo virou um sucesso mundial — só que não estava em um disco do Van Halen.”

Um tributo ao amor entre irmãos

Apesar das tensões, Irmãos é, acima de tudo, um livro sobre amor. Alex escreve com honestidade e emoção sobre a perda do irmão e parceiro de banda, revelando um vínculo que vai muito além da música. Ele alterna entre risadas, lembranças e lágrimas, transformando o livro em um tributo tocante à família, à amizade e à arte.

Com fotos inéditas e histórias jamais contadas, Irmãos mostra os bastidores da ascensão de uma das maiores bandas de rock do planeta — e o lado humano de dois irmãos que, juntos, redefiniram o que significa ser uma lenda.