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05/04/2023

Bowie no cinema: O camaleão do rock e suas atuações nas telonas

David Bowie  é uma das personas mais icônicas do mundo da música e da cultura pop. Com uma discografia que mudou os rumos da música, o artista conseguiu impactar e influenciar outros universos além do musical, se tornando uma referência no mundo da moda e servindo de inspiração até hoje. O camaleão do rock também se aventurou pela sétima arte, atuando em vários filmes ao longo de sua vida. Para você que não conhece o lado ator do músico, preparamos uma lista com 5 aparições marcantes de Bowie no cinema.

The Man Who Fell to Earth

Um clássico com Bowie no papel principal. The Man Who Fell to Earth é uma adaptação do aclamado livro de ficção científica de mesmo nome, escrito por Walter Tevis e lançado em 1963. O longa foi lançado em 1976, sendo dirigido por Nicolas Roeg e conta a história do extraterrestre Thomas Jerome Newton, vivido por David Bowie, que caiu na terra em busca de água para seu planeta, que enfrenta uma seca feroz.

Newton usa a tecnologia de seu planeta para conseguir riqueza na Terra, para então conseguir construir um veículo espacial e transportar a água para seu planeta. Porém, Newton logo começa a ter cada vez mais contato com os costumes e prazeres do nosso mundo.

The Man Who Fell to Earth foi o primeiro filme de David Bowie, colocando o artista no mundo do cinema, além de ser um filme essencial no universo da ficção científica. Apesar de ter sido considerado para contribuir com a trilha sonora, por questões contratuais o músico acabou se afastando do projeto. O músico ainda viria a usar stills do filme (conjunto de imagens feitas por um fotógrafo sobre o universo de gravação do vídeo) em seus discos Station to Station e Low. Bowie se encaixou perfeitamente no personagem e foi um dos destaques nas críticas do filme. Recentemente, a HBO lançou uma série de mesmo nome que retoma o universo do filme.

 

Fome de Viver

Dirigido por Tony Scott, Fome de viver foi lançado em 1983, sendo a estreia do cineasta nas telonas. No longa, David Bowie interpreta John, um vampiro tocador de violoncelo e amante da perigosa e sedutora vampira Mirian Blaylock (Catherine Deneuve). Vivendo em Nova Iorque, o casal se alimenta dos pessoas que prezam pela vida noturna.

Por ter sido transformado em vampiro, John não consegue manter sua aparência jovial, diferente de Mirian, que permanece jovem mesmo com o passar dos séculos. Os amantes da vampira não morrem, mas acabam sofrendo um envelhecimento acelerado, a ponto de ser tornarem inúteis. Com medo de chegar a esse ponto, John procura a ajuda de Sarah Roberts (Susan Sarandon), uma especialista em desordens de envelhecimento.

Com o passar dos anos, o filmes ganhou o status de “cult”, se tornando um queridinho da cultura gótica devida a sua fotografia sombria e a temática envolvendo vampirismo. O filme mostra uma abordagem diferente do esperado quando o assunto é filmes de vampiro, além de prezar pela poesia visual. Bowie parece se adaptar facilmente ao papel de vampiro (ou em quase todos os personagens que viveu nas telas de cinema) e com certeza conquistou vários fãs ligados a cultura gótica.

 

Labirinto – A Magia do Tempo

Lançado em 1986, o filme dirigido por Jim Henson e produzido por Eric Rattray em conjunto com George Lucas, coloca David Bowie no papel de Jareth, o rei dos duendes. Na trama, Sarah Williams (Jennifer Connelly), uma jovem apaixonada por fantasia e teatro, tem que cuidar de seu irmão Toby em uma noite de tempestade. Sarah não se dá bem com seu irmão, e ao contar uma história para fazê-lo dormir, ela cita trechos do livro Labyrinth, onde uma garota escrava recebe poderes do rei goblin e pede para que levem seu irmão embora. Ao terminar de ler, Sarah faz o mesmo pedido e seu irmão desaparece magicamente.

Jareth aparece para Sarah no formato de uma coruja e logo mostra suhttps://www.youtube.com/watch?v=UnT7sEhtJQ8a verdadeira identidade e se apresenta como o rei dos duendes. O personagem interpretado por Bowie conta para Sarah que para ter seu irmão de volta, a garota terá que atravessar o labirinto que separa o mundo exterior do castelo dos globins em um período de 13 horas, caso contrário seu irmão será transformado em globin para sempre.

O longa, além de destacar a atuação de David Bowie o colocando em um dos papéis principais, também conta com algumas canções compostas pelo próprio músico para o seu personagem. O músico mostra todo seu talento nas telas, provando ser a escolha perfeita para interpretar personagens fantasiosos e peculiares. O filme também se destaca pelo seu figurino, cenário e maquiagem, trazendo toda uma magia fantasiosa para as telas. O filme não foi um sucesso na época, mas foi se tornando muito querido ao longo dos anos, principalmente pelos fãs de David Bowie.

 

A Última Tentação de Cristo

Dirigido pelo grande Martin Scorsese, A Última Tentação de Cristo foi para as telas do cinema em 1988. O filme conta a história de vida de Jesus Cristo (Willem Dafoe) e sua batalha contra as diferentes formas de tentação. O longa foi baseado no romance de mesmo nome escrito por Níkos Kazantzákis. David Bowie interpreta Pôncio Pilatos, que confronta Jesus e diz que o mesmo deve ser condenado, já que é um perigo para o Império Romano.

Devido a seu enredo, o filme acabou incomodando o público cristão, que se sentiu ofendido ao ver Cristo se imaginando em relações sexuais. Mesmo contendo um aviso explicando que não se trata de uma interpretação bíblica, o filme gerou polêmica, mas foi bem recebido pela crítica especializada.

Bowie fez mais um trabalho excelente no filme. Quando o músico faleceu, o próprio Martin Scorsese lamentou sua morte e disse o quanto ficou feliz em trabalhar com o músico no filme e como ele era um artista notável.

 

O Grande Truque

Em 2006, David Bowie participou de um dos longas de Christopher NolanO Grande Truque, com roteiro baseado no livro de mesmo nome de Christopher Priest, conta a história de dois mágicos, Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale), rivais em Londres e obcecados em criar o melhor truque a qualquer custo. O filme tem uma trama bem interessante e um final surpreendente.

Bowie interpreta Nikola Tesla, um inventor que cria uma máquina de teletransporte para Angier. O diretor, fã de David Bowie, pensou imediatamente no músico para o papel, pois precisava de alguém carismático para o papel. O cantor recuso o papel, mas Nolan voou até Nova Iorque para convencer Bowie, que acabou aceitando.

Mesmo sendo um papel pequeno no enredo do longa, o personagem de Bowie é de extrema importância para a trama. O músico colocou mais uma ótima atuação em seu currículo.

 

As várias atuações de Bowie no cinema só reafirmam o artista versátil e talentoso que ele era. O camaleão do rock foi muito além da música e deixou seu legado em outros meios artísticos. Mergulhar na história de Bowie e entender sua forma criativa de pensar e viver é algo único. Se você já é fã ou quer conhecer ainda mais sobre esse artista excepcional e de outro mundo, não deixe de ler o livro   David Bowie: A Construção de Ziggy Stardust, que conta em detalhes uma das fases mais marcantes e icônicas do músico.


IMAGEM: DIVULGAÇÃO BELAS LETRAS