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voltar Criatividade 10/08/2020 Você consegue ser quem é no lugar onde trabalha?

Hollie Delaney era uma especialista em Recursos Humanos que um dia decidiu que não queria mais saber de Recursos Humanos. Ela tinha trabalhado em várias empresas, de cassinos a parques aquáticos, de comércio eletrônico a lojas físicas, até chegar a um ponto em que simplesmente não gostava mais do que estava fazendo. Sentia que tudo que ela fazia era impor regras o dia todo às pessoas, lidar com controles e, nas suas palavras, dizer o que elas estavam fazendo de errado.

Ela também não conseguia se sentir ela mesma quando estava trabalhando. Gostava de usar jeans e camisetas, mas o padrão de vestimenta da empresa exigia, por exemplo, que ela usasse meia calça todos os dias, sem uma justificativa razoável. Não conseguia agir no seu local de trabalho da forma com que ela agia com os amigos. Segundo ela, “era como se vestisse uma outra persona quando entrava pela porta de entrada na empresa”. Frustrada, ela decidiu não apenas abandonar seu último emprego, como também desistir da carreira em RH. Mas enquanto fazia a transição, ela precisava de um emprego temporário. De má vontade, mas precisando de um dinheiro, ela se candidatou a uma vaga em um emprego na Zappos, uma “empresa de serviços que por acaso também vende sapatos on-line”.

Na entrevista, a recrutadora perguntou a ela: “Como seu gerente atual a descreveria?”. E Hollie respondeu: “Ele diria que sou divertida, mas um pouco estranha.” “Sério?”, se surpreendeu a recrutadora. “Esse é um dos valores da nossa empresa: criar diversão e um pouco de estranheza”. Esse foi o começo de um caso de amor entre a Zappos e Hollie, que está há doze anos na empresa e é diretora de RH lá.

Este ano a nossa equipe tirou a sorte grande: assinamos um contrato com a Zappos para publicar o livro deles aqui no Brasil. Quando falo “livro deles” é exatamente isso.

Normalmente, biografias de empresas se resumem a uma “história de sucesso” de uma pessoa. No caso da Zappos, a história é contada pelas vozes das pessoas da própria equipe, com alguns comentários bem curiosos do CEO da companhia, Tony Hsieh. É uma empresa que transformou a ideia de servir ao cliente em uma fonte de realização das pessoas que trabalham lá (a minha antiga admiração pela Zappos ainda vai me fazer falar muito sobre ela aqui, prepare-se…).

Você consegue ser você mesmx no lugar onde trabalha ou precisa ser outra pessoa? Consegue ter independência e autonomia de verdade para aprender com seus erros e se desenvolver? Pense nisso quando ligar o computador, colocar o crachá ou entrar porta adentro da sua empresa.

Uma semana de trabalho com muito propósito pra você!

 

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.