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voltar Criatividade 22/07/2019 Que tal ser você mesmo?

Michael Lang era um jovem em plena efervescência dos anos 60 que gostava de fumar baseado e ouvir jazz o dia todo. Tinha aberto um head shop (uma espécie de tabacaria) na Flórida e colocou na cabeça a ideia de que poderia abrir um estúdio e também organizar um festival de música no interior, reconectando as pessoas à natureza, à paz e ao amor. Mas faltava quase tudo pra erguer seus empreendimentos: dinheiro, pra começar.

Um dia, Lang conseguiu agendar uma reunião com um “figurão” de uma grande gravadora, a Capitol Records. Artie Kornfeld era um típico executivo com o escritório cheio de discos de ouro dos seus artistas (Debbie Harry, do Blondie, por exemplo). Lang entrou no escritório de Artie do jeito que ele era: a camisa de trabalho levemente desfiada, cinto de couro indígena, calça Levi’s desbotada e botas de cowboy rachadas.

Se você visse Lang, o levaria a sério como empresário? Artie levou, porque durante a conversa Lang fez com que seu projeto fosse mais importante na conversa e os dois se conectaram pela paixão que tinham pela música (no final, fumaram um baseado juntos no escritório…). Mais tarde, virariam sócios no festival de Woodstock, o maior evento cultural que a humanidade já viu.

Usando seu soft power, Lang fez muito mais: contratou o músico de rock mais bem pago do mundo na época, Jimi Hendrix, por US$ 30 mil, o The Who por US$ 12,5 mil, e, acredite, Janis Joplin por US$ 15 mil. Será que alguém com terno e gravata teria feito melhor?

Contada no livro A Estrada para Woodstock, a história de Lang ensina que a verdadeira inovação está na autenticidade. Está em ser você mesmo e transformar isso em uma vantagem competitiva. O livro é uma aula sobre como organizar um evento e sobre como fazer negócios não olhando só para números, mas para ideias, objetivos e paixões em comum, não pelas aparências nem pelos códigos sociais. Que tal ser você mesmo?

 

Boa semana!

#segundadacriatividade #belasletras

 

Gustavo Guertler não é filósofo, não é psicólogo, não é coach também. Ele é CEO da Belas Letras.

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