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voltar Criatividade 13/04/2020 Que tal mudar de opinião?

Juscelino Kubitschek foi o 21º presidente brasileiro e se elegeu usando um slogan que ficou muito conhecido, o famoso “50 anos em 5”. Mas esse mineiro de Diamantina também deixou para a história uma frase um pouco menos lembrada, dita num momento em que jornalistas cobravam dele por que tinha voltado atrás em uma de suas decisões: “Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.”

Voltar atrás às vezes é tão difícil porque, além de coragem, exige franqueza. A franqueza também é uma virtude. Quando toma a decisão de mudar um comportamento em si ou agir de maneira diferente, você já está muito à frente daqueles que podem te ironizar, te criticar ou te julgar. O futurista Tiago Mattos, quando publicou Vai Lá e Faz com a gente, ainda em 2017, deixou um aviso público no próprio livro avisando que ele, um dia, podia mudar de ideia sobre tudo aquilo que ele recém havia escrito.

O ser humano é amorfo e pode mudar seus pontos de vista, opiniões, ideias e crenças à vontade e com a frequência que desejar. Não permita que outros te rotulem ou te inibam; ignore os comentários de quem gosta de julgar os outros mas não tem coragem de se expor e assumir seus erros. Curiosamente (obrigado, Alice, pela contribuição) enquanto enxergamos alguém que muda de ideia como incoerente, às vezes fraco de convicções, a neurociência ensina exatamente o oposto: isso é sinal de força. Mudar de opinião sobre algo obriga o cérebro a gastar mais energia, ou seja, a se reprogramar. A gente tem crenças e opiniões formadas justamente porque o cérebro tenta sempre nos enganar para operar na zona de conforto.

Assuma que hoje, nesse momento, você pode dizer coisas completamente erradas. Quando você se reserva o direito à total contradição, você se torna um ser humano melhor do que quem acha que o mundo é binário.

Uma semana fora do lugar comum pra você!

 

PS: sobre o texto da semana passada, compartilho aqui uma contribuição muito interessante do amigo Hiverton Franck Sousa de Aquino:

“Se a escolha do cavalo mais novo em ficar, viesse da constatação consciente de que seu propósito era ficar e contribuir com a prosperidade do local, tudo bem também. Aí não haveria ressentimentos nem raivas. É isto que falta às pessoas: mais clareza sobre a parte que lhes cabe. Muitas vezes nossa visão de sucesso é manipulada por nosso ego ou influenciada por pessoas. O que precisamos é de desenvolvimento do que nos é essencial para vivermos com mais autenticidade.”

 

PS2: estou procurando pessoas que têm coragem de se expor, trabalham em áreas muito afetadas pelo momento atual e querem contar o que estão fazendo para “dar um jeito” e se reinventar. Se alguém estiver nessa situação, por favor me escreva aqui.

 

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.

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