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voltar Criatividade 06/07/2020 Que tal fazer das ideias propensão à ação?

Parece óbvio mas não custa lembrar: o mundo é feito de matéria. E como um pedaço de massinha de modelar que ele é, a gente nunca vai mudá-lo só com teorias, por mais que elas sejam importantes, nem com discursos, a não ser que eles conduzam à ação – mesmo assim, é a ação que o discurso provoca, não o discurso em si, que gera a mudança real.

Então a gente sempre tem duas escolhas apenas: fazer algo ou não fazer. Se tem algo que você queira fazer, e não é um sonho impossível, simplesmente vá lá e faça. Na linguagem do design thinking existe até um nome pra isso: propensão à ação. Trata-se da diferença entre tentar e fazer, entre falar e agir.

Uma vez, tive um professor que comentou o seguinte: se hoje a gente sair perguntando na rua para as pessoas “qual é teu sonho?” é bem provável que todas elas respondam alguma coisa. Mas se você perguntar em seguida “e o que você está fazendo para realizá-lo?”, provavelmente poucos vão saber dizer. Você é o responsável por decidir o que fazer e o que não fazer. Não culpe os outros e não dê razões para justificar ou racionalizar os seus comportamentos, porque isso nunca vai mudar a realidade, a matéria que você precisa transformar – mais um grande ensinamento do livro do professor Bernard Roth, o Hábito da Conquista. É como na metáfora de Kafka, em que o sujeito justifica que está preso por causa das grades mas ele próprio descobre que podia ter saído quando quisesse, porque sair dependia de uma ação física, mas ele preferia dizer que estava preso porque era justificável.

Qualquer coisa que a gente decide não fazer pode ter uma justificativa, por isso escolher não fazer sempre é o caminho mais fácil. O contrário, decidir fazer, é o caminho mais difícil porque quando você decide fazer você aceita enfrentar as consequências, sejam ela quais forem – às vezes são “o sucesso”, às vezes são “o fracasso”, mas sempre são um aprendizado. E isso tem um nome: viver.

Uma semana de muitas atitudes práticas!

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.