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voltar Criatividade 24/08/2020 Que penas você anda espalhando pelo mundo?

Há um antigo conto judaico sobre um homem que apareceu na cidade e começou a caluniar o grande sábio local. Os dias se passaram e o estrangeiro se deu conta do dano que tinha causado à reputação daquela pessoa tão respeitada na comunidade. Mostrando humildade, ele procurou o sábio para pedir perdão, oferecendo-se a fazer algo para reparar o erro. O sábio então fez um pedido para que pudesse perdoá-lo: ele deveria pegar um travesseiro de penas, subir no alto de uma montanha, abri-lo e espalhar as penas ao vento. O homem ficou intrigado com o pedido mas o cumpriu. Quando retornou, perguntou ao sábio: “Estou perdoado?”. E recebeu a seguinte resposta: “Primeiro, preciso que você volte lá e junte todas as penas.” “Mas como? O vento já as levou”.

A lição dessa história é muito simples: reparar o dano por algo que você disse é quase impossível como recolher as penas. O que você diz tem poder, define quem você é e pode moldar como os outros agem, como o professor Bernard Roth já nos ensinou em O Hábito da Conquista. Quando a gente dá uma opinião, dificilmente avalia as consequências das nossas palavras. Quando a gente fala mal de um colega de trabalho para outras pessoas, está espalhando penas que talvez nunca mais possam ser recolhidas. Quando a gente vai às redes sociais acusar, criticar de maneira agressiva uma pessoa ou uma empresa, quando compartilha informação de fontes não confiáveis (há muitas delas à nossa disposição tanto à esquerda quanto à direita no espectro político), o vento está levando nossas palavras. Não há mais como recolhê-las.

Que penas você anda espalhando pelo mundo com suas palavras? Que tal usá-las para espalhar coisas boas sobre outras pessoas do que para provocar danos irreversíveis?

Uma grande semana para você!

 

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.