fbpx

voltar Criatividade 01/06/2020 Qual é o labirinto de onde você quer escapar?

Na mitologia grega, Dédalo era um famoso artesão, escultor, inventor e engenheiro, mas com um grande ego. Um dia, o Rei Minos conheceu a arte de Dédalo e se encantou, exigindo dedicação exclusiva do seu ofício à majestade.

Um dia, o Rei Minos foi traído pela sua esposa com um touro. Do amor dos dois nasceu o minotauro, o monstro mitológico metade homem e metade touro. Como vingança, Mino ordenou a Dédalo que construísse um labirinto impossível de sair, para manter o minotauro preso para sempre.

Dédalo usou todo seu conhecimento, com a ajuda do filho Ícaro, para construir um labirinto com becos e caminhos sinuosos, como um enigma. E o minotauro foi jogado lá.

Mas um dia, graças a um plano bem montado (e a ajuda de um novelo de lã que marcou o caminho de ida e de volta…) o minotauro acabou sendo resgatado. Sozinho, do lado de dentro, o minotauro jamais escaparia, somente com a ajuda de alguém que tivesse entrado pelo lado de fora do labirinto.

Na sua fúria, o Rei Minos decidiu trancar Dédalo e Ícaro dentro do próprio labirinto que eles tinham construído. Os criadores estavam presos dentro de sua própria criatura, sem chance de fugirem sozinhos.

Quantas vezes na nossa vida construímos, como Dédalo, nosso próprio labirinto? Aceitando – por necessidade, por comodidade, por ambição – um emprego ou um trabalho que nos aprisiona dentro do nosso próprio potencial, que bloqueia nosso espírito criativo e nos torna, de alguma forma, apenas prisioneiros das paixões de outras pessoas? Quantas vezes, como Dédalo, dedicamos tempo das nossas vidas para ajudar a construir sonhos que não são nossos também?

O desafio da nossa vida é encontrar uma jornada que valha a pena para nosso coração e nossa alma, como Seth Godin defende em seu inspirador livro “A Decepção de Ícaro”, que recém tivemos o prazer de assinar contrato para publicar no Brasil ano que vem. Uma jornada que não nos prenda no nosso próprio labirinto; uma arte para a qual a gente nasceu para que tudo faça sentido. E arte, segundo Godin, não é apenas algo feito por “artistas”. Não é um gênero, um talento; não é algo vendido em uma galeria, ou apresentado em um palco. Arte é a atitude que você decidiu tomar para viver a sua vida e como toca a vida dos outros com ela.

Essa é só a primeira parte da lenda de Dédalo e Ícaro, de como começa o sonho de liberdade deles. A melhor parte, para mim, ainda está por vir: é sobre a história da fuga deles desse labirinto, e das reflexões que ela nos traz, a metáfora principal desse grande livro do Seth. Mas isso fica para o texto da próxima segunda.

Uma semana de muita liberdade para suas ideias!

 

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.