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voltar Outras loucuras 12/11/2020 Precisa-se de gente que dê o sangue (literalmente!)

Desde que eu me lembro, eu tenho fobia de agulhas. É um medo bem específico: agulha na veia! Vacinas e injeções são outro departamento (não que eu goste, mas não tenho fobia). Sempre que possível fujo dos exames e, quando não posso fugir, a história vira uma série de TV com muitas temporadas até o desfecho (triste) que me aguarda!

Alguns meses após a pandemia ter começado, lembro de ter visto uma reportagem bem extensa e apelativa sobre a necessidade de sangue nos hemocentros. Fiquei incomodada com aquilo! Muitos procedimentos importantes estavam sendo adiados por causa da falta de sangue. Sangue é algo gratuito!!! E pessoas, em alguns casos, estavam morrendo por falta de algo gratuito! Entendo que muitos não podem doar sangue, mas não era o meu caso.

Eu sabia que isso era um passo gigante, mas comecei a cogitar a hipótese. Fiquei com medo demais e engavetei a ideia. Medo baseado nas minhas experiências passadas de exame de sangue e na experiência dos outros no quesito doação.

Quando comecei a trabalhar aqui na editora me explicaram sobre o Dia 1: uma oportunidade para fazermos algo pela primeira vez e nos desafiarmos. Eu entendi que era a hora de ir doar sangue.

Liguei no local, pedi todas as informações, expliquei minha fobia e marquei meu horário. Vale ressaltar que meu esposo foi comigo, pois se eu fosse sozinha, teria desviado o caminho. Chegando lá, a equipe toda estava ciente da dificuldade que eu tinha. Me explicaram o passo a passo dentro de cada etapa. Me senti respeitada e validada. E isso fez uma diferença enorme. Deitei na cadeira para doação, suando frio e, de repente, senti algo muito estranho: NADA. Nadinha. Zero de dor. Fui conferir se o sangue estava saindo (achei que era uma pegadinha) e minha surpresa foi ver a bolsinha já bem abastecida. A tranquilidade fez o sangue fluir e em poucos minutos eu tinha doado sangue!

A alegria que eu senti foi algo fora do padrão! Uma sensação de paz e de dever cumprido. E, claro, de superação de uma fobia que é minha companheira desde que eu me lembro.

Aprendi que o medo se torna mais fácil de manejar quando nos informamos sobre a real situação, temos alguém para nos apoiar e, por fim, tentamos (com medo mesmo!).

Minha gratidão ao pessoal do Banco de Sangue pelo carinho e apoio!

E você? Que tal pensar na ideia?

 

Paloma Boff de Albuquerque Keil

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