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voltar Criatividade 08/09/2020 O que você faz com as críticas que ouve?

Alguns chefs de cozinha italianos (não tenho certeza se franceses também fazem isso, talvez sim) têm o hábito de deixar pequenos pedaços de papel nas mesas do restaurante para que os clientes escrevam o que acharam dos pratos naquela noite. Você come e depois escreve à mão para avaliar o lugar, deixar um elogio, um recado, fazer uma reclamação, enfim, o que quiser.

Quando o expediente encerra, o chef recolhe todos os bilhetes nas mesas, reúne toda a equipe da cozinha e os lê em voz alta, um a um. O time bate palmas para os elogios e comemora, porque aquele dia valeu a pena. As críticas servem como reflexão.

O interessante é o que eles fazem com esses bilhetes depois da leitura em voz alta. Os que contêm elogios, depois de devidamente lidos com muito prazer e celebrados, vão para o lixo. Já os bilhetes com as críticas o chef guarda todos no bolso, não apenas no dele, mas às vezes pede que cada cozinheiro escolha um deles para guardá-lo também. Essas críticas ficam no bolso deles, eles as levam para casa, para abrir mais vezes e pensar sobre elas.

Os elogios são ótimos para nos motivar, melhorar nossa autoestima e confiança, mas na verdade são as críticas que nos desafiam a aprender mais e a crescer. Há uma frase atribuída a Malcolm X, o ativista negro, que diz que se você não tem nenhuma crítica, você não tem nenhum sucesso. Temos uma tendência às vezes quase natural em procurar ou confiar pra pedir opiniões em quem tem o hábito de nos elogiar, não a quem tem coragem e a sensibilidade de propor críticas construtivas para nós.

Que tal hoje, que é feriado, refletir sobre uma crítica que você recebeu e acabou “jogando no lixo”, não pensando nela mais, para a partir desta terça tomar atitudes para melhorar?

Ah, por favor: fica à vontade para mandar “bilhetes” neste e-mail dizendo o que você está achando dos textos.

Uma semana de elogios e críticas pra você! 

#SegundaDaCriatividade #BelasLetras #BomDia

 

@guertlergustavo não é filósofo, não é psicólogo, não é palestrante, não é coach, não é guru do marketing, além de não ser mais um monte de coisas. Ele é gente, apenas – e às vezes vai para a Belas Letras trabalhar também.