fbpx

voltar Outras loucuras 20/07/2020 Como você se relaciona com o dinheiro?

Aqui na Belas Letras, quando a gente faz aniversário, a gente se propõe a fazer alguma coisa pela primeira vez na vida e contar essa experiência. É o nosso Dia 1.

No meu Dia 1 deste ano eu fiz o meu primeiro investimento financeiro. Descobri que não preciso ser uma expert em mercado financeiro, mas conhecer alguém que seja. Nunca é tarde para começar. Talvez você até já saiba disso, mas já pensou sobre o processo de amadurecimento e a construção de um novo comportamento que é necessário para o primeiro passo se tornar real?

Quem nunca se sentiu desconfortável para falar sua pretensão salarial no dia da entrevista de emprego? Ou quis mudar de assunto quando os pais perguntaram se estava ganhando bem? Ou ficava intimidada quando os avós davam dinheiro no dia do aniversário? Essa é a relação que você tem com o dinheiro. E se vocês dois não se relacionam bem, a tendência é que se mantenham afastados.

Comigo essas situações aconteceram, mas entendi que a culpa não era minha e sim de um sistema de educação falho, que não nos prepara para a vida real. E nem preparou nossos pais, avós e assim por diante. Cresci ouvindo que eu precisava guardar dinheiro, mas nunca me disseram COMO fazer e POR QUE fazer. Eles também não sabiam.

No final do ano passado, o MEC anunciou que educação financeira seria tema de sala de aula em todas as escolas brasileiras. Lembro que nos dias em que a notícia circulou eu estava fazendo um curso de educação financeira. Vibrei pelos jovens que terão a oportunidade que muitos de nós não tivemos.

Uma leitura “divisor de águas” para o meu novo comportamento foi o Papo de Grana, do Tito Gusmão, que é o CEO da Warren. Encontrei alguém expert.

Entendi que precisamos falar mais sobre dinheiro, ser francos com a gente mesmo e tratar com mais naturalidade esse assunto. Aprendi que o primeiro passo para buscar a saúde financeira tão sonhada é entender que “o dinheiro é um meio, não o fim”, como diz a minha educadora financeira, Marcia Kleemann.

Quantas vezes você já se torturou pensando na famosa pergunta: “Se você parar de trabalhar hoje, por quanto tempo manteria o seu estilo de vida?” Daqui alguns meses eu responderei essa pergunta com segurança, porque estou começando agora.

 

Alice Pellizzoni