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voltar Criatividade 01/07/2019 Como você constrói sua jornada?

Henrie Nestlé inventou a farinha Láctea só aos 52 anos. Harlan Sanders vendeu sua primeira franquia do KFC aos 62 anos. Stan Lee lançou O Quarteto Fantástico com 39 anos. Gordon Moore criou a Intel aos 37. Saramago só publicou Levantado do Chão, a primeira coisa que ele conheceu em literatura que não foi fracasso, aos 58 anos.

A história deles antes dessas invenções provavelmente passou por inúmeras provações, tentativas e erros e coisas que raramente são reveladas quando a gente se depara com notícias sobre eles. Eles são lembrados apenas pela última – ou mais importante – coisa que fizeram. Mas a verdade é que a jornada deles não foi uma linha reta em direção ao que queriam. Ela foi um caminho sinuoso, com tempo bom e tempo ruim, buracos, reviravoltas e muitos acidentes. Ela parecia mais uma trilha que precisou ser aberta no meio da floresta do que uma estrada pavimentada.

Tem uma diferença muita grande entre erro e fracasso, como meu amigo Marcus Rossi escreveu esses dias: é a maneira como você interpreta as coisas que acontecem com você. Se você vê uma coisa como fracasso ela paralisa, impede de seguir adiante; o fracasso bloqueia o caminho a sua frente mas te impede às vezes de ver que dá para seguir por uma rota alternativa, mais demorada, mais difícil. Erro, por outro lado, é algo que faz parte da jornada de construção do seu caminho. Você assimila com ele, aprende, muda o caminho, entende que ele vai ser mais longo do que imaginava, e segue adiante.

Aprender com a jornada dos outros e com a nossa própria, enquanto a percorremos, é mais importante para chegar aonde queremos do que só ficar olhando cegamente para o norte na bússola. Uma forma singela mas ao mesmo tempo poderosa de fazer isso é incorporar à sua rota um hábito que pode mudar a jornada toda: ler um livro.

 

Boa segunda!

#segundadacriatividade #belasletras

 

Gustavo Guertler não é filósofo, não é psicólogo, não é coach também. Ele é CEO da Belas Letras.