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voltar Música 10/09/2019 Como me apaixonei por Cyndi

Lembro até hoje o exato momento em que me tornei fã da Cyndi Lauper. O ano era 1984, eu tinha 13 para 14 anos. Em uma tarde qualquer fui visitar minha avó, como costumava fazer. Abri a porta da sala, sentei no sofá e a TV estava ligada, passando o programa de videoclipes “Realce Baby”, apresentado pelo Mister Sam. Eu nem ouvi ele anunciar, de repente estava passando o vídeo de She Bop e aquele visual, aquela atitude, o som, a voz, tudo me conquistou instantaneamente. Eu me sentia surpreso, achava engraçado, diferente, estranho e, ao final do vídeo, estava encantado!

Foi um momento que marcou minha vida, tanto que tenho registrado na memória como se fosse ontem (a casa da minha avó, o piso de taco, o sofá, a estante, a TV, o apresentador e aquele vídeo incrível, tão à frente daquele tempo!).

Eu já tinha tido contato com a arte da Cyndi. She Bop foi o terceiro single do aclamado álbum de estreia em carreira solo “She’s So Unusual”, lançado em 1983. No dia em que fui “capturado” pela sua arte, Cyndi já tinha dominado o mundo com os clássicos Girls Just Wanna Have Fun e Time After Time. Meu irmão mais velho já curtia e tinha até colado um pôster pequeno dela na parede da sala. Lembro de ter olhado e pensado que era estranha, ou algo do tipo, mas eu era só um garoto dos anos 80, sem muito conhecimento do universo pop rock, até aquele dia.

Passei a me informar, ficava assistindo aos programas de videoclipes, esperando passar algum dos seus vídeos, o que não era difícil, afinal, Cyndi era a grande novidade e a artista mais popular daquele momento. 1984 era o ano da Cyndi. Foram cinco grandes sucessos do álbum de estreia: Girls Just Wanna Have Fun, Time After Time, She Bop, All Through The Night e Money Changes Everything que, praticamente, emendaram com outro grande sucesso The Goonies Are Good Enough, tema do filme Goonies, do Steven Spielberg. Foi uma época em que ser fã da Cyndi era tudo de bom, porque ela estava em todos os lugares (rádio, TV, revistas, cinema).

Em 1985, a Globo, através da Som Livre, lançou a coletânea Cyndi Lauper and Friends, idealizada pelo Sérgio Motta. Eram os seis grandes sucessos da Cyndi até então e mais quatro outros grandes sucessos do momento, de Mick Jagger, Jim Diamond, Nina Hagen e Billy Joel. O álbum foi lançado, exclusivamente, no Brasil, mas é um dos mais buscados por fãs do mundo inteiro até hoje, além de ter vendido muito por aqui, igual água no deserto.

Neste mesmo ano, fiz parte do primeiro fã clube da Cyndi, o Cyndi Lauper and Friends, que fundei junto com alguns amigos (Ricardo, Fátima, Sidney e Claudinei, além dos outros fãs do interior e de outros estados com os quais trocávamos cartas). Nós morávamos em regiões diferentes de São Paulo, mas costumávamos nos reunir para ouvir as músicas, os remixes, trocar novidades, mostrar os materiais que tínhamos conseguido e trocar alguma coisa que fosse repetida, sempre foi muito divertido.

Em 1986, Cyndi lançou o segundo álbum solo, o clássico “True Colors”, que tomou os primeiros lugares de imediato. Cyndi já não reinava absoluta no universo pop, ela dividia os primeiros lugares das paradas, os holofotes e os fãs com Madonna e a maravilhosa Tina Turner. Madonna tinha se tornado forte em 1985 com o segundo álbum Material Girl e Turner fez seu revival com o álbum Private Dancer, se tornando uma das rainhas do pop rock. Foi uma época incrível, havia a rivalidade entre Cyndi e Madonna alimentada pela mídia e pelos fãs mas que, de certa forma, tornavam as coisas mais interessantes.

 

Eu sou Rogerio Silva, tenho 49 anos de idade e desde os 13 sou fã incondicional da incrível Cyndi Lauper. São quase quatro décadas coloridas, cheias de inspiração e admiração, embaladas com a melhor trilha sonora possível!