3 Momentos Geniais de Eddie Van Halen
Com o lançamento de Irmãos, as memórias de Alex Van Halen pela Belas Letras, fica impossível não revisitar momentos em que Eddie Van Halen simplesmente foi genial. O livro, além de contar a história do Van Halen e a relação entre os irmãos, traz histórias que mostram não só o talento de Eddie, mas também sua inquietação criativa e sua forma de enxergar a música. Aqui vão três momentos que deixam isso bem claro:
1. Quando ele levou o tapping a outro nível
Eddie não inventou o tapping, mas foi quem transformou a técnica em algo revolucionário. Enquanto outros guitarristas usavam o recurso de forma pontual, ele enxergou ali um universo inteiro de possibilidades. Para o Ed, tapping era como ter “um sexto dedo na mão esquerda”. O resultado foi algo tão fora da curva que chegou ao ponto de sugerirem que ele tocasse de costas no palco, só para ninguém entender o que ele estava fazendo. Spoiler: não rolou. Eddie tocava de frente, sem esconder nada, e mudou a história da guitarra pra sempre.
2. Quando provou que genialidade não depende de amplificador
Em um momento marcante contado no livro, Eddie pega um violão clássico do produtor Ted Templeman e o deixa impressionado com o som que consegue tirar do instrumento sem nem precisar de um amplificador, apenas tocando alguns licks. Depois de presenciar o que Eddie fez, Ted declarou: ““Antes de conhecê-lo, eu teria pensado que certas coisas não eram possíveis em um violão. Ed era um verdadeiro gênio musical. Ele podia pegar qualquer instrumento e tocá-lo”. Naquele momento o produtor entendeu que Eddie sabia exatamente o que fazer e jamais ficaria satisfeito.
3. Quando transformou “Beat It” em um clássico do rock
Mesmo contra a vontade da banda, Eddie aceitou o convite de Quincy Jones e entrou no estúdio para gravar com Michael Jackson. Em pouco tempo, ele reorganizou a música, criou a estrutura do solo e improvisou algo que virou um dos solos mais icônicos da história. “Beat It” explodiu no mundo todo — e ali estava Eddie, cruzando fronteiras, misturando gêneros e mostrando que o rock podia ir muito além do próprio território.
Irmãos é uma homenagem de Alex a genialidade de seu irmão. Leitura obrigatória para fãs do Van Halen, de guitarra ou simplesmente de grandes histórias da música.



